"A memória do passado é uma manifestação do futuro."


Abade Suger (sécs. XI e XII)

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Conímbriga



Como neste verão a "Gripe A" limitou-nos o prazer de viajar pelo estrangeiro, dado o risco de contágio lactente, sobretudo nos aeroportos, a nossa viagem à Turquia ficou protelada, o que nos deixou bastante entristecidos. Após um ano de estudo consagrado ao País dos Hititas, dos Romanos, dos Seljúcidas e Otomanos - povos e culturas que moldaram a Turquia ao nível da Paisagem, da Cultura e da História - quedámos-nos "por cá", ou seja, na Península Ibérica com os livros de Orhan Pamuk abordo - escritor turco que tanto apreciamos.
A caminho da cidade de Tomar paramos em Condeixa para (re)visitar o Museu Conímbriga. Há falta de indicações na estrada (costume bem português) mas lá chegamos. Há mais de vinte anos que não vínhamos a Conímbriga e desde logo desapontou-nos o Museu; as peças mal expostas, a falta ou deficiência de legendagem que impede de apreciar as colecções de forma significativa. Desapontou-nos, também, as estruturas de cobertura dos mosaicos e, mais uma vez, a falta de uma sinalética adequada e perceptível para o visitante. Ainda não há muito estivéramos em Pompeia onde a este nível o visitante não tem que se preocupar pois as indicações estão bem visíveis e o visitante só tem que ter pernas para andar ao longo da Via dell` Abbondanza e descobrir.
Aqui as novas áreas escavadas deixaram a céu aberto umas trincheiras amontoadas de pedras e vegetação o que aumenta mais a sensação de abandono e desolação.
Falta dinamizar todo este espaço museológico e, sobretudo, reformular o Museu Monográfico. Pelo País há já Museus Monográficos com programas científicos bem elaborados e que dignificam a História Local, a preservação dos monumentos e sítios.
Oxalá cesse a "paz dormente" daqueles que gerem os nossos bens patrimoniais para bem do nosso Património Cultural.

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