"A memória do passado é uma manifestação do futuro."


Abade Suger (sécs. XI e XII)

sábado, 24 de outubro de 2009

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Venezia


De Milão a Veneza são cerca de duas horas e meia de comboio. É agradável viajar neste meio transporte em Itália. A rede ferroviária serve todas as regiões com um serviço confortável, rápido e... barato. Aliás, todos os transportes são económicos em Itália, muito mais do que em Portugal. O Eurostar desloca-se a grande velocidade e rapidamente se chega a qualquer cidade. Veneza, bem, palavras para quê? Ver Veneza e morrer? Aqui o prazer de viver renasce e por isso voltámos aqui mais uma vez.

Milano - Via Dante


Eis a elegante e "chique" Via Dante.

Milano - Eléctricos nas ruas


Milão é a cidade italiana mais parecida com o Porto. Por vezes temos a sensação que estamos na Rua Sá da Bandeira, na Praça da Batalha ou na Avenida dos Aliados. A razão é simples. Graças ao risco do Arquitecto portuense Marques da Silva, o autor do projecto da estação de S. Bento e de muitos outros edifícios "monumentais" da Baixa, a Invicta ganhou um cunho europeu, mais até do que Lisboa. Só que em Milão não se vêem edifícios abandonados e degradados. Está tudo arranjadinho e por isso a Via Dante é encantadora. Os Milaneses gostam muito de futebol, mas respeitam muito a sua cidade. Milão é uma Capital Cultural por excelência.

domingo, 4 de outubro de 2009

Lago Como - Bellagio



Paisagens de sonho!

Milano - Duomo Gótico



Milano: cidade das artes e do trabalho. Na capital da Lombardia tudo é regulado e funcional. Vale sempre a pena voltar a Milão. A Catedral, o Duomo, uma construção do gótico-final, é de uma beleza surpreendente. Aqui Verdi se inspirou para escrever as suas óperas. As ruas milanesas têm lojas tão bem requintadas como as de Paris, de Londres ou de Barcelona.Dá gosto percorrer a Galeria Vittorio Emanuele II (foto) e apreciar as montras.
Em Portugal,nem o Porto nem Lisboa têm lojas assim. O metro é prático e funcional. Por um euro viaja-se por toda a rede. Não faltam atracções monumentais como o Castelo Sforzesco, os edifícios da Via Dante e o viajante se quiser ver uma paisagem de sonho toma o Comboio Transalpino e sai em Como. Foi o que nós fizemos. Mas avistamos o famoso Lago Como, em plenos Alpes na linha de fronteira entre a Itália e a Suiça, tomámos o ferry e seguimos até Bellagio. Inesquecível.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Londres ( Vitoria Station) - Um Veterano da II Guerra Mundial


Vitoria Station. Tenho a paixão dos comboios e das grandes gares ferroviárias. Esta é fabulosa, foi edificada no apogeu da Revolução Industrial. A cobertura é colossal, toda em ferro forjado, tal como a Gare de Waterloo. Mas enquanto fui comprar a revista History Today cruzei-me com um antigo combatente que participou no desembarque da Normandia. Mantive com ele uma boa conversa sobre a sua vivência durante a II Guerra Mundial. Admiro estas pessoas. Sofreram muito, conheceram privações de toda a espécie e os que ainda sobrevivem têm sempre um sorriso amável. O comboio para Oxford apita, good bye, my friend!

sábado, 26 de setembro de 2009

Londres - Um Sábado em Notting Hill


Ao Sábado é sagrado: atravessar o Kensington Gardens, que é junto ao Heyde Park e percorrer a Portobello Road. Esta rua, com cerca de 2,5km de comprimento, enche-se de gente ao Sábado para ver as velharias em busca de raridades. Foi Roger Michell quem produziu o filme Notting Hill e desde então esta é a área londrina mais visitada por estrangeiros para conhecer a famosa library do William (Hugh Grant) que se envolveu de amores por uma Star (Julia Roberts. O filme foi um record de bilheteira. Aqui gosto de tomar o cimbalino no Café Porto e comprar os pasteis de nata feitos pelos portugueses aqui estabelecidos. Por ser o lugar mais maravilhoso para se viver em Londres há muito que procuro aqui casa, para permanecer em definitivo.Com a crise de 2007 o preço da venda de casas baixou, mas não aqui. Hoje em dia, arquitectos, escritores, cientistas, actores .... escolhem esta área para viver. No entanto, quando George OrweLl veio para aqui morar esta zona era para classes modestas. A sua casa fica logo à entrada de Portobello R, e sempre que aqui passo lembro-me dele e de uma obra especial Recordando a Guerra Civil Espanhola que está traduzida pelas Edições Antígona. Ah, já agora, comprei um Teapot com a patente da Fábrica de Wedgwood; custou umas boas libras, mas não resisti para o incorporar no rol da minha colecção de bules.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Londres revisitada


Mal aterramos no Aeroport de Heathrow, tomámos o Tube e seguimos a Piccadilly Line até à Tower Bridge. London, so nice!

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Braga - "O melhor Café - A Brasileira"



Sabe bem tomar um café de saco na Brasileira, que fica à esquina da Rua do Souto. É saboroso e uma especialidade da casa. No Porto gosto de ir ao Progresso ou ao Ceuta, onde servem um café de saco delicioso. Aqui também. Mas como o café de saco do bar do antigo Cinema da Senhora da Hora (Matosinhos).....

domingo, 20 de setembro de 2009

Braga - Fonte do Ídolo



Os bracarenses orgulham-se de Braga, popularmente conhecida como a Roma portuguesa. Só que já muito pouco resta da antiga Bracara Augusta e nos últimos anos perderam-se imensos testemunhos da época romana por incúria do poder local e graças à inércia dos organismos culturais, como o actual IGESPAR. Fomos visitar a Casa do Ídolo, agora sob a tutela do Estado. Durante muito tempo, quando se vinha a Braga pedia-se a chave do portão, que ficava à guarda numa loja ao lado, e podia-se circular e permanecer junto deste antigo santuário romano com nome supostamente de raiz indígena: Tongoe Nabiago. Foi o insigne Etnólogo José Leite de Vasconcelos quem primeiro decifrou a inscrição, conforme diz na sua obra monumental As Religiões da Lusitânia. Este local sagrado pelos romanos esteve anos ao abandono e só há pouco foi comprado pelo Estado. Só que a intervenção do IGESPAR foi desastrosa. A solução arquitectónica é do pior que há em termos estéticos e também ao nível da circulação interna e da musealização. Os senhores do Ministério da Cultura e o arquitecto responsável pela obra deviam conhecer a Casa Romana que está na Câmara Municipal de Mértola. Aqui o espaço era de tal maneira restrito que até parecia impossível abri-lo ao público. Mas a solução encontrada é simplesmente genial.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Abrantes




Abrantes. De novo no Ribatejo. Província que tanto encantou a Almeida Garrett na sua obra memorável As Viagens na minha Terra. Desde 1984 que não visitava a cidade de Abrantes. Vale a pena conhecer o Castelo onde se conservam as colecções de arqueologia e arte sacra e junto do qual se avista toda a cidade e o Rio Tejo(Foto). O futuro museu de arqueologia, concebido por João Carrilho da Graça, promete marcar a fisionomia da cidade. Porém, o projecto está a ser contestado por causa da sua volumetria que contrastará em altura com o casario alvo da cidade. A ver vamos. Pois, graças ao Polis a cidade foi renovada e apresenta-se muito atraente.
Lá está o meu antigo Liceu, no espaço de um antigo convento situado num ermo mas hoje urbanizado. A cidade cresceu bastante o que é um bom sinal. Adeus e até breve!

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Portimão - Praia da Rocha


Portimão é uma cidade atraente e tem um importante porto piscatório. A Praia da Rocha mantém o encanto de sempre, mas as falésias estão em risco de desmoronamento. A fealdade das construções modernas em redor causaram danos irreparáveis quer à paisagem quer as arribas. Algumas falésias foram reforçadas com cimento. Péssimo.

Silves


Silves, a antiga Xilb no período Al-Andalus teve um comércio florescente que se fazia pelo Rio Arade,que na altura era navegável. É hoje uma cidade tristonha e apagada. O Museu Arqueológico é digno de nota porque conserva os artefactos da Época Islâmica. Não visitamos o Castelo porque cobram uma entrada exorbitante. É pena que o interior algarvio esteja esquecido, pobre e abandonado.

Vila Moura

Vila Moura. Aqui o turismo pode ser de qualidade mas sabe a plástico, quero dizer, muito artificial.

Albufeira



Sabe tão bem ir a banhos!

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Faro


Faro é a capital do Algarve. À luz fina da manhã, que se reflecte nas águas azuladas da Marina, a cidade revela os encantos das ruas do centro-histórico com edifícios de arquitectura vernácula imbricados nas modernas construções. Vale a pena entrar na Sé Catedral apreciar o Património Religioso, ascender ao campanário que sustenta um monumental sino e contemplar o casario alvo da cidade. O movimento dos aviões é constante e o nosso desejo de voar também. Lá partiremos....

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Tavira



Eis-nos, finalmente, em Tavira, depois de longos km de estrada com mau piso, curvas e mais curvas. É uma vergonha o estado deplorável das nossas estradas nacionais no interior do Alentejo. Tavira é a cidade mais bela do Algarve. É banhada por dois rios que formam depois o mesmo caudal, o Séqua, a montante, e o Gilão, a jusante, em direcção às Quatro Águas onde fica a paradisíaca Ilha de Tavira.Para já estamos no nosso quarto familiar com vistas para o Gilão, respirando a maresia fresca exalada da maré baixa onde vemos homens na apanha do mexilhão. A brancura das casas e das igrejas erguidas nas encostas suaves da cidade sob a limpidez da manhã deixa-nos plenamente ....Felizes!

domingo, 6 de setembro de 2009

Mértola




Mértola: o último porto do Mediterrâneo

Finalmente chegamos à anitiga Myrtilis romana após percorrermos uma estrada com mau piso e cheia de gravilha. Aliás, é muito confrangedor o estado de abandono do interior alentejan0. A vila de Mértola tem interesse histórico graças às marcas de ocupação paleo-cristã e islâmica. No Museu Islâmico conservam-se os artefactos de cerâmica fabricados segundo a técnica da corda-seca. A descoberta dos achados arqueológicos bem como a sua musealização deve-se à acção do poder local e, sobretudo, ao Doutor Cláudio Torres, pioneiro da arqueologia medieval e moderna em Portugal e que é actualmente o Director do Campo Arqueológico de Mértola. Sob a sua direcção as Edições Afrontamento publicam a melhor revista da especialidade "Arqueologia Medieval" que está reputada internacionalmente. Sob o título: Mértola: o último porto do Mediterrâneo, em 2005 houve uma exposição temática , cujo Catálogo é de autoria de Santiago Macias um jovem investigador que tem dado continuidade às investigações arqueológicas e antropológicas sobre a civilização islâmica em Mértola e em todo o al-Andalus. O Catálogo tem 3 vols. e é profusamente ilustrado e enriquecido com um texto de agradável leitura bem documentado. É pena que esta obra não tenha entrado no circuito comercial livreiro, pois, seria um sucesso. Felizmente foi-nos possível a sua aquisição (30 Euros). Voltaremos aqui, em breve.

Elvas



Elvas

Talvez muito pouca gente saiba o valor patrimonial desta cidade que é digna da classificação pela UNESCO. O Castelo, a beleza das suas igrejas, as ruas típicas e, principalmente, os seus imponentes fortes, como o de Santa Luzia ou da Graça (este entregue ao abandono)com as suas cortinas e baluartes segundo a traça de Vauban. Já agora, Vauban foi um engenheiro militar francês ao serviço do Rei Louis XIV de França e que acabou por influenciar o traçado das fortificações europeias nos Sécs. XVII e XVIII. Em Portugal temos os exemplos de Almeida, Valença e, claro está, Elvas.

sábado, 5 de setembro de 2009

Olivenza - Extremadura - Espanha



Chegamos a Olivenza ou Olivença, cidade que em tempos foi portuguesa mas que hoje faz parte da Extremadura espanhola.À hora da nossa chegada, ao início da tarde, a cidade estava praticamente deserta. Na Oficina de Turismo o funcionário que nos atendeu falava um português puro. O nosso ilustre Oliventino é estudante na Universidade Aberta e está a fazer o Mestrado em Estudos Portugueses. Mas de uma maneira geral, os "oliventinos" há muito que se consideram espanhóis e não querem ser portugueses. Desde as Guerras da Restauração, após a destruição da Ponte da Ajuda - que hoje faz a fronteira - a cidade ficou entregue a si própria (Foto). O nosso Magnânimo Rei D. João V bem podia ter aproveitado as riquezas do Brasil para reconstruir a ponte e criar uma raça-forte. Mas no seu tempo, como agora também, os nossos governantes despendem dinheiro em obras inúteis, como o Convento de Mafra, que é uma espécie de Centro Cultural de Belém do Século XX.
O Património Arquitectónico de Olivenza é digno de interesse. Na cidadela abundam elementos de Arte Manuelina e casas senhorias de linhas clássicas muito depuradas.Sem esquecer a Igreja de Santa Maria do castelo e a Igreja da Magdalena. Fomos encontrar o Portal Manuelino do edifício do Ayuntamento que é o ex-libris da cidade, mas que está entaipado pelas obras de requalificação do edifício (foto).
Já agora sobre a a história da cidade há um livro que achei interessante pelo seu rigor documental escrito por TORRES GALLEGO, Gregório - História de Olivenza. Edição do autor, 3ªEdição, 2007. Fiquei com o único exemplar que havia, pois a tiragem foi muito reduzida. Espero que a obra reapareça no mercado.
Esperamos voltar em breve a Olivenza, talvez na próxima Primavera.

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Sevilha


Sevilha, um oásis de verdura para quem chega de uma travessia batida por um calor tórrido. Magnífica a entrada da cidade, através de uma extensa avenida recheada de vegetação densa com palmeiras altivas. As águas do Guadalquivir suavizam o calor sufocante. A Catedral é imponente e domina a cidade. Nela se conserva o túmulo de Colombo. Mas aqui como em Córdova e Granada é a arte islâmica assim como a arte mudéjar que prende as atenções do visitante. Os ex-libris mais marcantes são a Giralda e a Torre do Oiro (ver foto). Sabe bem, estar aqui.

Granada

Granada: a encantadora cidade Lorca. O último Reino Mouro a cair nas garras da barbárie cristã. No altos da Serra Nevada conservam-se flocos de neve. O Allambra domina a cidade. Junto ao Albaicin, bairro típico de Granada, sopra uma aragem morna. Bocadillos com sangria, porque não? Sorrimos, estamos em Granada! video

Córdova


A caminho de Córdova, "lejana e sola. Ay que la muerte me espera, antes de llegar a Córdova" - escreveu Garcia Lorca. A temperatura ronda os 44º, mas dentro do nosso Peugeot o ambiente é melhor com o ar condicionado.
Córdova, finalmente. Belíssima! Rever a Mesquita, deambular pelas ruas estreitas frescas e brancas é um prodígio gostoso. Como estamos gratos à Civilização Islâmica, onde a tolerância era a regra, não a excepção. Aqui Maimónides exerceu medicina que na época era a mais avançada da Europa. Aliás,na época islâmica, a cidade tinha iluminação pública e sobretudo, livros. A barbárie cristã acabou com tudo isso, e foi preciso esperar pelos tempos modernos para reabilitar Córdova que é das mais belas de Espanha e do Mundo.

Augusta Emerita


Mérida: eis-nos na capital da antiga Lusitânia. Nunca é demais revisitar o Teatro Romano, cujo imponente cenário nos deixa siderados. Actualmente decorrem escavações junto ao Templo de Diana. Decorrem várias sondagens arqueológicas pela cidade que têm posto a descoberto vestígios do traçado das vias e calçadas do Decumanus Maximus. Calor intenso. Mesmo à noite. Como não estão agendados espectáculos no Anfiteatro Romano (para nosso descontentamento) atravessamos a Ponte Romana sobre o Guadiana. Magnífico!

Trujillo


De Marvão à Extremadura espanhola é um pulo. Ao contrário do que se vê em Portugal, a paisagem está cultivada de oliveiras, chaparros e irrigada. Parámos em Cáceres, a cem Km da fronteira portuguesa, para apreciar o seu admirável centro-histórico que foi classificado pela Unesco. Mas nada que se compare à beleza de Trujillo, cidade que fica a 50 Km a leste de Cáceres. Estava deserta quando lá chegámos. Aqui nasceu Pizarro, o conquistador (ou o bárbaro) do Perú. Tal como vimos em Cáceres, abundam imensas construções platerescas, como o Palácio de Pizarro. A Plaza Mayor é soberba! Aqui recua-se no tempo. Ou melhor, fica-se com a ideia que a Era Quinhentista está demasiado perto. Porém, em vez do cheiro a carne chamuscada provocada pelas chamas da Inquisição infligidas aos hereges, na cidade inebriamos-nos com o cheiro dos enchidos e fumados com que agora nos regalamos ao sabor de um tinto Rioja.

Marvão


Marvão: que terra tão encantadora. Sugiro aos astrónomos e a todos os aficionados pela Astronomia que venham até aqui à noite observar os astros. Soberbo! Para contemplar, para conhecer, para sentir, para amar e para estudar.
Já agora fiquem na Estalagem Dom Manuel. É de 4 estrelas e está bem posicionada para a paisagem que é deslumbrante.

Tomar


Tomar está na mesma e ainda bem. O casco histórico tem uma arquitectura urbana ímpar dominada pelo Convento de Cristo.É com indizível prazer que gosto de reapreciar as pinturas de Gregório Lopes na Igreja Matriz consagrada a S. João.
Finalmente a abóbada do convento de Cristo, que integra a Charola, foi restaurada, estando, agora, as pinturas perfeitamente legíveis à luz do programa iconológico da Arte Manuelina. É pena os visitantes não poderem circular pelo deambulatório anelar e que é característico das construções medievais inspiradas na esteira do Santo Sepulcro de Jerusalém.
O Claustro dos Filipes, também conhecido por Claustro de D. João III, é o meu predilecto. Foi o Mestre Diogo Torralva quem começou a construção mas foi sob o risco de Filippo Terzi que a obra foi concluída. Os motivos paladianos, que dão cunho à sobriedade deste conjunto arquitectónico, fazem deste Claustro a obra mais marcante da Arte Renascentista Portuguesa. Por outro lado é a nossa Herança Filipina que vem ao de cima e que nos dias de hoje nos traz a nostalgia do sentimento iberista.

Conímbriga



Como neste verão a "Gripe A" limitou-nos o prazer de viajar pelo estrangeiro, dado o risco de contágio lactente, sobretudo nos aeroportos, a nossa viagem à Turquia ficou protelada, o que nos deixou bastante entristecidos. Após um ano de estudo consagrado ao País dos Hititas, dos Romanos, dos Seljúcidas e Otomanos - povos e culturas que moldaram a Turquia ao nível da Paisagem, da Cultura e da História - quedámos-nos "por cá", ou seja, na Península Ibérica com os livros de Orhan Pamuk abordo - escritor turco que tanto apreciamos.
A caminho da cidade de Tomar paramos em Condeixa para (re)visitar o Museu Conímbriga. Há falta de indicações na estrada (costume bem português) mas lá chegamos. Há mais de vinte anos que não vínhamos a Conímbriga e desde logo desapontou-nos o Museu; as peças mal expostas, a falta ou deficiência de legendagem que impede de apreciar as colecções de forma significativa. Desapontou-nos, também, as estruturas de cobertura dos mosaicos e, mais uma vez, a falta de uma sinalética adequada e perceptível para o visitante. Ainda não há muito estivéramos em Pompeia onde a este nível o visitante não tem que se preocupar pois as indicações estão bem visíveis e o visitante só tem que ter pernas para andar ao longo da Via dell` Abbondanza e descobrir.
Aqui as novas áreas escavadas deixaram a céu aberto umas trincheiras amontoadas de pedras e vegetação o que aumenta mais a sensação de abandono e desolação.
Falta dinamizar todo este espaço museológico e, sobretudo, reformular o Museu Monográfico. Pelo País há já Museus Monográficos com programas científicos bem elaborados e que dignificam a História Local, a preservação dos monumentos e sítios.
Oxalá cesse a "paz dormente" daqueles que gerem os nossos bens patrimoniais para bem do nosso Património Cultural.

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